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Cartilha da conjuntivite - Tudo que você precisa saber sobre a doença
A conjuntiva é a membrana mucosa que recobre a parte branca do olho. Quando essa membrana fica inflamada, ela é chamada de conjuntivite. Portanto, conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que reveste o “branco” do olho. A doença pode causar alterações na córnea e nas pálpebras. Em linguagem mais técnica, diz-se que conjuntivite é uma inflamação da membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna das pálpebras. Caracteriza-se por dilatação vascular, edema e secreção.
Principais sintomas
Conjuntivite alérgica
É a inflamação da conjuntiva relacionada a uma resposta imunológica secundária do organismo à substâncias denominadas “alergenos” (estranhas). O diagnóstico é realizado com base no quadro clínico e estudo imunológico de secreções oftálmicas, nas quais serão detectados os níveis de imunoglobulina, histamina, entre outros.
Conjuntivite bacteriana
É uma patologia bastante comum, autolimitada, inicia-se geralmente em um dos olhos e rapidamente passa ao outro. Os sintomas se apresentam através da vermelhidão conjuntival, sensação de areia nos olhos, ardor e lacrimejamento. Em algumas horas, a vermelhidão é maior e o lacrimejamento dá lugar a uma secreção mucopurulenta. Esta secreção, que tende a se acumular nas bordas palpebrais durante o sono, faz com que o paciente acorde com as pálpebras coladas. As complicações são raras, a menos que se trate de microorganismo de alta virulência ou de paciente com baixa resistência. A acuidade visual só diminui se houver alguma complicação na córnea. O tratamento consiste em cuidados de higiene local (limpeza com água previamente fervida) e administração de antibiótico. A patologia é bastante contagiosa.
Conjuntivite clamidiana e gonocócita
A incidência desta patologia está diretamente ligada à atividade sexual, causando oftalmias. Em adultos, geralmente, por auto-inoculação e em recém-nascidos, por contaminação na passagem pelo canal do parto infectado. As causas podem incluir um histórico de vaginitis, inflamação pélvica, uretrites ou doenças venéreas. O sintoma se manifesta através da secreção conjuntival purulenta e uma infecção ocular que persiste por mais de três semanas, apesar de tratamento a base de antibióticos tópicos.
Conjuntivite giganto-papilar (GPC)
É freqüentemente verificada em pacientes usuários de lentes de contato, pacientes com suturas expostas e usuários de próteses. Pacientes com asma e alergia a animais estão sob risco. A origem da GPC pode ser imunológica e as lentes de contato podem atuar como alergenos. A GPC pode ocorrer meses ou anos após o início do uso das lentes de contato. Coceira nos olhos após a remoção das lentes, aumento de descarga mucopurulenta durante a manhã, fotofobia e decréscimo da tolerância ao uso de lentes de contato, são todos, sintomas iniciais.
Conjuntivite tóxica
É uma síndrome resultante da reação do organismo a um certo número ou combinações de substâncias químicas. Seu quadro sintomático apresenta-se através da coceira, ardência, lacrimejamento e inchaço da conjuntiva palpebral e bulbar. Tipicamente, é encontrada em pacientes que apresentam um histórico de uso de medicação para o tratamento de uma presumida conjuntivite bacterianas ou viral.
Conjuntivite viral
A maioria das infecções virais possuem um aspecto brando, mas algumas, possuem o potencial de produzirem severos distúrbios visuais. As duas formas mais comuns de conjuntivite viral são a cerato-conjuntiviite epidêmica, causada por Adenovirus, e a febre faringo-conjuntiva. Esta última é caracterizada por febre, tosse e a presença de folículos na conjuntiva. Entretanto, ambas as condições apresentam inchaço, lacrimejamentos, formação de pseudo-membrana e edemas nas pálpebras.
Pterígio
O pterígio se caracteriza pelo crescimento do tecido conjutival na periferia da córnea, conhecido como "carnosidade". É causado, em parte, pela luz do sol, poeira ou vento. Pode provocar queimação, ardor e vermelhidão que piora se a pessoa ficar exposta ao sol. Em muitos casos, a cirurgia é indicada para removê-lo, antes que alcance a pupila, ameaçando cobrir o eixo visual.
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