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Parece um rio de sangue, mas é suco de tomate...
Dezenas de milhares de pessoas participam, nesta quarta-feira, numa cidadezinha espanhola, Buñol, de um dos festivais mais populares do verão espanhol: uma imensa briga de rua com tomates, a Tomatina.
Os participantes atiram-se tomates maduros uns aos outros, transformando as ruas da aldeia em um rio de suco de tomate.
É possível que haja outras, mas a festa de Buñol é a maior do mundo. Na do ano passado, participaram 38.000 pessoas - quatro vezes a população da pequena vila, perto da costa do Mediterrâneo.
Poucos minutos antes de começar a peleja, as ruas e os participantes já estavam cobertos de vermelho, enquanto o suco de tomate corria entre as casas caiadas de um branco resplandecente.
"Fabuloso! Essa é a experiência mais emocionante que já tive com um grupo de pessoas", disse Krista Moller, 19, de San Francisco.
Ao som dos fogos de artifício detonados ao meio-dia, começou a "Tomatina". Cinco caminhões despejaram 120 toneladas de tomate nas estreitas ruas centrais de Bunol, onde 35 mil pessoas esperavam pela munição.
Moradores da cidade e visitantes de todo o mundo jogaram os tomates uns nos outros e, quando tudo se transformou em uma maçaroca, abaixaram-se para jogar essa papa vermelha para o alto. A "Praça do Povo" ficou tomada pelo odor doce e ácido dos tomates.
As pessoas atiravam o suco de tomate no cabelo e na pele umas das outras. "Nunca fizemos nada igual a isso em Brisbane (Austrália). Somos todos controlados. Isso é uma loucura", afirmou Toni Wolter-Tsang.
Moradores de Bunol, uma cidade com 9.600 habitantes, dizem que a tradição começou na metade dos anos 1940, sob o regime autoritário do general Francisco Franco.
Goltran Zanon, 70, tido como um dos fundadores do evento hoje conhecido mundialmente, diz que tudo começou com uma brincadeira de criança. Alguns garotos começaram a jogar tomates nos participantes de festival de balões.
Outros dizem que um grupo de jovens começou uma guerra de comida com a salada que comiam e, mais tarde, isso acabou se tornando uma tradição. |
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