Explosão de tanque irregular de GNV causa morte


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Por volta das 21h30min do sábado 1º/04/2006, no município de Garibaldi, RS, uma forte explosão em um veículo Santana, ocorrida nas dependências de um posto de combustíveis, vitimou o técnico em refrigeração Ademir de Mello, 29 anos. Embora fosse o dono do veículo, Mello viajava no banco do carona, na companhia do empresário Paulo Maleski, 43 anos, que não se feriu.

Os dois, que moravam em Erechim, iriam a Porto Alegre realizar uma vistoria no sistema de gás do carro. Segundo a Polícia, Paulo Maleski estaria interessado em comprar o veículo. Mas o equipamento instalado no Santana, com placas de São Paulo, não respeitava as normas de segurança.

Seguindo as orientações para o abastecimento do Gás Natural Veicular (GNV), o frentista Leandro Cettolin, 33 anos, que também saiu ileso do acidente, pediu aos dois que saíssem e ficassem na frente do carro, onde está o terminal para a colocação do gás. Depois, Cettolin teria verificado o registro do INMETRO do cilindro (havia um segundo tanque escondido, irregular) e o selo de validade da instalação colado no pára brisa, que vencia em 27 de abril de 2006, e iniciado o abastecimento.

Sem motivos aparentes, após alguns minutos, Mello foi até o porta malas, onde estavam os cilindros e ocorreu a explosão. Segundo testemunhas, não houve fogo, mas, com o deslocamento do ar, Mello teria sido arremessado a cerca de cinco metros de altura e voando 20 metros até parar em um muro.

O engenheiro Ênio Ferreira da empresa Inspecar, responsável pela inspeção de instalações de gás automotivo, acredita que a vítima teria ido desligar a conexão entre os dois cilindros, para que o irregular não explodisse por causa da pressão. O engenheiro ainda esclarece que um veículo pode trafegar com mais de um cilindro, desde que homologados pelo órgão responsável.