Chuva de granizo danifica avião e assusta passageiros


Nas outras fotos que ilustram este texto, você vê imagens de um Boeing 737, da EasyJet, atingido por uma tempestade de granizo em agosto de 2003. O vôo durou apenas alguns minutos e o piloto teve de retornar ao aeroporto. Clique nas fotos para ampliá-las.

Os 148 passageiros do vôo JJ 3012 da TAM viveram momentos de tensão na noite desta terça-feira, 28. O avião Airbus 320 da companhia decolou às 20h28 de Curitiba, no Paraná, com destino ao aeroporto paulistano de Congonhas, mas acabou pousando no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica).

A aeronave partiu da capital do Paraná com meia hora de atraso por causa do mau tempo. Em seguida, foi atingida por uma chuva de granizo que provocou trincas no pára-brisa.

“Foi terrível, o avião chacoalhou durante toda a viagem. Logo que decolamos, tinha gente pedindo socorro de tanto medo, depois ninguém se atrevia a falar”, diz a professora Jussara de Souza Gaertner, de 51 anos, que estava no vôo.

Jussara conta que os tripulantes acalmaram os passageiros, dizendo que tudo estava sob controle. “Quando pousamos, demorou uns dez minutos até sairmos do avião. Foi então que vimos que os estragos: os vidros estavam estilhaçados e o bico estava coberto por uma lona, estava reto, dava impressão que caiu durante o vôo”, relata a passageira. Segundo ela, havia ambulâncias de prontidão na pista do aeroporto.

Segundo a companhia, o vidro não foi estilhaçado. E o piloto prosseguiu a viagem até São Paulo porque acreditou que não havia graves riscos à segurança. Ele decidiu pousar em Cumbica, cuja pista de pouso é maior que a de Congonhas, para evitar maiores problemas. O avião aterrissou às 21h25.

Apesar do pânico dos passageiros, principalmente em função da turbulência causada pela chuva, ninguém ficou ferido durante o incidente.

Em nota, a TAM informou que a decisão de efetuar o pouso em Guarulhos, e não em Congonhas, seguiu as normas de segurança da companhia, que determinam, nestes casos, o pouso na pista mais longa à disposição.

Para o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA), George Willian Araripe Sucupira, que é piloto de avião há quase 50 anos, a situação não ofereceu risco real aos passageiros.

“A aeronave é feita para suportar este tipo de intempérie, mas com a velocidade do vento e do próprio avião (cerca de 800 km/h) às vezes acontece este tipo de incidente”, explica Sucupira.

No último dia 22, um Boeing da BRA derrapou na pista de Congonhas, interrompendo as operações no aeroporto por algumas horas.