Siameses unidos pelo crânio são operados em NY

Os irmãos filipinos Carl e Clarence Aguirre, que nasceram unidos pelo crânio, foram submetidos no último sábado a uma nova operação em Nova York, a terceira e mais arriscada do processo pelo qual se pretende separá-los definitivamente.

Fontes do Hospital Infantil Montefiore, onde foram atendidos por uma equipe de 16 profissionais da área de saúde, informaram que a cirurgia começou às 9h50 (11h50 de Brasília) e terminou às 15h00 (17h00 de Brasília).

Com esta operação, os médicos deram continuidade ao processo de separação de veias que os siameses compartilham, sem que, no entanto, estejam unidos pelo cérebro.

Os especialistas explicaram que o reajuste de veias compartilhadas é necessário antes de iniciar a separação dos crânios, pois dessa forma cada um terá seu próprio sistema de vasos sanguíneos.

Após a cirurgia, a equipe médica não quis comentar o resultado embora se dissesse satisfeita com ele. Antes da operação, o médico James Goodrich, diretor de Neurocirurgia Pediátrica e que liderou a equipe de especialistas que se encarregou do caso de voluntariamente, disse que tentariam trabalhar em pelo menos uma das duas veias maiores situadas na parte posterior do cérebro e que representam um risco maior que outras menores.

Desde que os siameses chegaram ao hospital na última quinta-feira, sua mãe, Arlene Aguirre, permanecia a seu lado. Apesar dos riscos que estas cirurgias representam para seus filhos, Arlene reconhece que "é a única opção que têm" para que possam levar uma vida normal no futuro, segundo o hospital.

Uma equipe de dezesseis pessoas entre especialistas, cirurgiões, enfermeiros e técnicos, realiza a cirurgia, a primeira deste tipo em Nova York. Os médicos do hospital Montefiore preferiram separar os crânios em um processo gradual em vez de em uma única cirurgia, como em outros casos.