Modelo mais famosa da internet exige tratamento digno para galinhas

Uma nova campanha da organização em defesa dos animais PETA (Pessoas por um Tratamento Ético dos Animais) pretende usar uma modelo muito conhecida dos internautas para pedir um tratamento mais digno para as galinhas usadas por uma rede de fast food dos Estados Unidos.

A australiana Sarah Jane, conhecida pelo título que ganhou no Guiness Book, o livro dos recordes, de "a mulher mais acessada da Internet", posa com pintinhos e um cartaz a fim de pressionar a KFC, uma rede americana de comida famosa por seus frangos fritos.

O cartaz é enfático: "KFC, pare de torturar as galinhas".

A ong quer que a empresa adote um novo sistema de tratamento das aves preocupado com o bem-estar dos animais.

Estas são suas principais reivindicações:

  • Fim do uso de choques elétricos para manejo das aves.
  • Instalação de câmeras de vídeo nas granjas para estimular os funcionários a um tratamento mais humano das galinhas.
  • Substituir o trabalho das máquinas pelo de seres humanos no abate das aves.
  • Deixar de forçar o rápido crescimento das galinhas com hormônios e outras drogas.
  • Dar mais espaço e condições de atividade para as aves.

Protesto em Paris

Na última quinta-feira, militantes da organização americana de defesa dos animais Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) protestaram nus na avenida Champs Elysées, em Paris.

Apesar do frio de 7 graus, quatro integrantes da associação - duas mulheres e dois homens - sentaram-se em um colchão inflável em frente à loja francesa Louis Vuitton, usando cartazes em forma de coração para cobrir partes do corpo, com os dizeres "Não às peles" e "Sim ao amor".

Diante dos surpresos pedestres, os militantes gritaram palavras de ordem em frente à loja, que atualmente está fechada, em obras. A manifestação durou dez minutos e a polícia não interveio.

"A Peta escolheu a cidade mais romântica do mundo para lembrar os parisienses e os turistas dos sofrimentos intoleráveis dos animais caçados por sua pele", disse um dos militantes.

Protestos semelhantes foram realizados em Nova York, Toronto, Londres e Glasgow.