Ex-siamesas são homenageadas como "princesinhas" na volta para casa

LOS ANGELES -- As gêmeas guatemaltecas de 17 meses, unidas pela cabeça até que uma rara cirurgia as separou em agosto, deixaram o hospital da UCLA na segunda-feira para voltar para casa na Guatemala com bandagens na cabeça, coroadas com tiaras e olhos brilhantes.

Wenceslao Quiej-Lopez, o pai das meninas conhecidas como as "duas Marias", sorria muito enquanto agradecia aos médicos e funcionários do Hospital Infantil Mattel da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), por terem doado o trabalho que se fosse pago teria custado milhões de dólares.

As irmãs Maria de Jesus e Maria Teresa Quiej-Alvarez, em vestidos de festa e em carrinhos separados com emblemas da UCLA, fizeram caretas para as câmeras e olharam com suspeitas para os espectadores, enquanto funcionários do hospital se despediam delas.

A família foi então para o Aeroporto de Burbank, de onde voariam de volta para casa em um vôo especial cedido pela empresa FedEx.

Os médicos disseram que as meninas ainda estão em defasagem no desenvolvimento -- diferente de outras crianças da mesma idade, elas não conseguem engatinhar ou andar -- mas eles estão confiantes que elas vão conseguir alcançar as outras crianças.

"Haverá alguns atrasos depois de mais de um ano que ficaram juntas... mas elas são muito novas e os cérebros delas têm muita plasticidade, o que dá a elas a possibilidade de alcançar (as outras crianças)", disse o neurocirurgião da UCLA, Itzhak Fried.

As meninas nasceram na Guatemala com o topo das cabeças unidas e rostos virados para direções opostas.

"Os cérebros delas devem gradualmente se readaptar a uma nova realidade, funcionando como pessoas separadas", disse Jorge Lazaroff, o chefe dos neurocirurgiões das gêmeas.


Álbum de Fotos das Ex-Siamesas - 1

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