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Em mensagem de paz, papa critica EUA por invadir Iraque
O papa João Paulo 2o. criticou os Estados Unidos e seus aliados na terça-feira pela invasão do Iraque sem o aval prévio da Organização das Nações Unidas (ONU), sugerindo que eles caíram na tentação de usar a lei da força em vez da força da lei. Na mensagem divulgada no Dia Mundial da Paz, três dias depois da captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, o papa também apelou aos países democráticos envolvidos na luta contra o terrorismo que respeitem os princípios do direito internacional e os direitos humanos fundamentais. No texto, enviado para líderes e organizações de todo o mundo, João Paulo 2o. defendeu que a ONU seja reformada e que a comunidade internacional acabe com as injustiças sociais promovedoras do terrorismo. Na mensagem de 13 páginas, o papa, 83, dirigiu-se também aos terroristas, dizendo que a violência é inaceitável e que compromete "as causas pelas quais vocês lutam". O texto, chamado "Um Comprometimento Eterno: Ensinar a Paz", dedicou bastante espaço ao tema do direito internacional e seu papel na resolução dos conflitos entre os países. Sem mencionar nenhum Estado pelo nome, o papa lembrou que a Carta da ONU "confirma o direito natural da legítima defesa, a ser exercido de forma específica e no contexto da ONU". O Vaticano não viu na guerra contra o Iraque uma "guerra justa" porque ela não contou com o aval da organização internacional e porque mais negociações poderiam tê-la evitado. Segundo o papa, era preciso que os países resistissem à tentação de "usar a lei da força em vez da força da lei". O uso da força, para o líder católico, deveria ser acompanhado "de uma análise corajosa e lúcida sobre os motivos dos ataques terroristas". A luta contra o terrorismo deveria ter por alvo "a eliminação das causas profundas das situações de injustiça que levam frequentemente as pessoas a atos violentos e desesperados". |
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