Soldado americano que ajudou a derrubar estátua de Saddam é asiático

O fuzileiro naval dos EUA visto em todo o mundo na quarta-feira (9) a 12 metros de altura, no topo da estátua de Saddam em Bagdá, e que chegou a cobrir o rosto do ex-ditador com a bandeira americana -- depois providencialmente trocada pela iraquiana --, diz que a experiência foi "muito louca".

O cabo Edward Chin, 23, nasceu em Mianmar (ex-Birmânia), no Sudeste da Ásia, e se mudou para os EUA com os pais quando tinha uma semana de vida.

"Nós vimos que os iraquianos tentavam derrubar a estátua", relatou Chin. "Eles não conseguiriam fazer isso apenas com uma corda, nosso comandante ordenou então que os ajudássemos".

O soldado disse ter refletido sobre que mensagem pode ter sido passada ao povo iraquiano, com o uso da bandeira americana. "Apenas cumpria ordens", afirmou. "Não tive a intenção de desrespeitar o Iraque com aquele gesto."

Muitos iraquianos e árabes de outros países ficaram indignados com a cena, argumentando que foi quase uma declaração de ocupação dos Estados Unidos sobre Bagdá.

Rapidamente, a ordem foi trocar a bandeira dos EUA pela do Iraque. MaS O fuzileiro retirou a bandeira iraquiana antes de seus companheiros derrubarem a estátua com a ajuda de um veículo blindado do Exército norte-americano.

Logo depois, o monumento caía, para diversão dos iraquianos. "Foi uma experiência completamente louca ver aquela multidão", disse.

Chin contou que os iraquianos ficaram "exultantes" com a queda da estátua, separando a cabeça do corpo e arrastando-na pelas ruas.

Em Nova York, a família de Chin assistiu à façanha pela TV. "Pensei: "Meu filho, você está fazendo história, você é parte da libertação dos iraquianos'", disse Stanley Chin, pai do soldado.


Voltar para o Índice da Seção.