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Soldado americano que ajudou a derrubar estátua de Saddam é asiático
O fuzileiro naval dos EUA visto em todo
o mundo na quarta-feira (9) a 12 metros de altura, no topo da estátua de Saddam
em Bagdá, e que chegou a cobrir o rosto do ex-ditador com a bandeira americana
-- depois providencialmente trocada pela iraquiana --, diz que a experiência foi
"muito louca". "Nós vimos que os iraquianos tentavam derrubar a estátua", relatou Chin. "Eles não conseguiriam fazer isso apenas com uma corda, nosso comandante ordenou então que os ajudássemos". O soldado disse ter refletido sobre que mensagem pode ter sido passada ao povo iraquiano, com o uso da bandeira americana. "Apenas cumpria ordens", afirmou. "Não tive a intenção de desrespeitar o Iraque com aquele gesto." Muitos iraquianos e árabes de outros países ficaram indignados com a cena, argumentando que foi quase uma declaração de ocupação dos Estados Unidos sobre Bagdá. Rapidamente, a ordem foi trocar a bandeira dos EUA pela do Iraque. MaS O fuzileiro retirou a bandeira iraquiana antes de seus companheiros derrubarem a estátua com a ajuda de um veículo blindado do Exército norte-americano. Logo depois, o monumento caía, para diversão dos iraquianos. "Foi uma experiência completamente louca ver aquela multidão", disse. Chin contou que os iraquianos ficaram "exultantes" com
a queda da estátua, separando a cabeça do corpo e arrastando-na pelas ruas.
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