|
|
|
Vítima da guerra: "Queria ser médico, mas como vou fazer sem as mãos?"
O garoto iraquiano Ali Ismail Abbas, de apenas 12 anos, não pôde receber os soldados americanos de braços abertos, quando estes invadiram seu país para libertá-lo do ditador Sadam Hussein. E você está vendo a razão. Um bombardeio aéreo ocorrido na madrugada deste domingo levou, além de seus dois braços, seu pai, seu irmão e sua mãe, que estava grávida de cinco meses. Era pouco mais da meia-noite e ele estava dormindo, quando sua casa e sua vida foram atingidas irremediavelmente. Com queimaduras graves pelo corpo, Ali Ismail está internado no hospital de Bagdá, onde enfrenta a tragédia de perder os pais e o horror de viver sem os braços daqui para frente. Ele perguntou a um repórter da Agência Reuters se poderia ajudá-lo a conseguir seus braços de volta. "Será que médicos americanos não poderiam me dar um outro par de mãos? Se eu não puder usar as mãos outra vez, acho que vou suicidar", comentou, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Uma tia, três primos e outros três parentes também já morreram nessa guerra. "Nossa casa era pequena e tão simplezinha, por que nos bombardearam?" pergunta-se.
"Eu queria ser um oficial do Exército quando crescesse. Agora, gostaria de ser médico. Mas como poderei ajudar aos outros se não tenho mais as mãos?" indagou ao repórter, enquanto era acariciado por uma tia, Jamila Abbas, de 53 anos. Ela o conforta, dizendo que seus pais foram para o Paraíso. | |
|