Soneca depois do almoço aumenta performance profissional

Tirar o clássico cochilo depois do almoço, além de atitude saudável, transforma-se em modo de vida em empresas dos Estados Unidos, Japão, China e Europa. O relaxamento de olhos fechados, e muitas vezes com o ligeiro e inevitável ronco, já é uma pequena revolução na horizontal no horário de trabalho. Virou tendência amparada na ciência.

Um estudo realizado pela Nasa mostra que 40 minutos de repouso no meio de uma jornada aumenta em 34% a performance das pessoas, sobretudo aquelas cujo cotidiano impõe atenção e vigília particular. São profissionais destinados a labutar no caminho do erro zero.

No Japão, onde o repouso é compulsório (as empresas o adotaram como norma), brotam os “salões de sesta”. Nos Estados Unidos, uma metalúrgica fez furor ao inaugurar em suas novas instalações, um setor destinado ao sono. São três salas, pequenas e escuras. Uma delas é reservada aos fumantes, com sistema especial de ar-condicionado. A outra oferece macas para massagem. Nenhuma delas tem cama.

No Brasil, as iniciativas são poucas e restritas a pequenos grupos. Os trabalhadores de aeroportos e das companhias aéreas fazem parte desta turma pioneira. A Infraero do Rio de Janeiro, empresa responsável pela estrutura aeroportuária do Galeão-Tom Jobim e do Santos Dumont, inaugurou recentemente a chamada “sala de descompressão”. Há nela uma dezena de poltronas de relaxamento e massagem. Os funcionários têm direito a 15 minutos diários, num cochilo acalentado ao ritmo de sons de pássaros e ruído de água.

É preciso ainda uma boa mudança de comportamento para que as corporações brasileiras adotem a soneca como estilo de vida, e dos mais elegantes, como propõe o americano Craig Yarde. “O fundamental é que as pessoas saibam que têm a liberdade de dormir um pouco durante a jornada.”

Na China, elas não apenas sabem como são obrigadas a dedicar alguns minutos ao descanso total. O xiu-xi (sesta) faz parte da Constituição. Não adotá-la é sinônimo de penalidades. (Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro.)


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