Gato preto é proibido de passear
em Israel

Um gato foi proibido de fazer seus passeios diários pela vizinhança, na cidade de Rishon Letzion, em Israel. Kooshi, de sete anos, foi obrigado a ficar confinado em sua casa, porque os vizinhos não gostam muito de sua aparência.

Funcionários locais determinaram que o gato não poderá circular ao ar livre por que sua cor e visual dark estão assustando os moradores próximos. Kooshi é um típico gato vira-lata, mas tem as presas muito salientes, o que o faz parecer mais assustador de qiue outros gatos.

Por que o gato preto é considerado mau agouro?

Segundo pesquisa do presbítero Paulo Cristiano da Silva, do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (www.cacp.org.br), a superstição teve origem na Idade Média, quando se acreditava que os felinos, devido a seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio – e se o bichano era da cor negra, habitualmente associada às trevas, pior ainda para ele. Assim, no imaginário medieval, o gato preto tornou-se tão inseparável da mística figura da feiticeira quanto a vassoura voadora.

No século XV, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) chegou a incluir o pequeno animal na lista de perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja Católica contra supostas heresias e bruxarias. A perseguição atingiu seu auge na Inglaterra do século XVI, época de repentino aumento da população felina nas cidades.

Consta que, em certa noite de 1560, em Lincolnshire, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, ele refugiou-se na casa de uma velhinha que costumava a dar abrigos a gatos de rua. No dia seguinte, essa pessoa também apareceu machucada – o que fez o povo local concluir que ela era uma bruxa e o gato, seu disfarce noturno.

Nessa tentativa de combater o paganismo, a Inquisição inverteu uma tradição milenar, pois os gatos eram reverenciados como divindades, principalmente entre os antigos egípcios. Na França, a perseguição aos gatos durou até 1630, quando foi proibida pelo rei Luiz XIII (1601-1643).

Há, no entanto, uma pesquisa do hospital de Long Island, nos Estados Unidos, que indica que, pelo menos para pessoas alérgicas, um contato com um gato preto pode ter péssimos efeitos. Isso porque os pêlos felinos dessa cor conteriam uma maior quantidade de substancias alérgicas.


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