Como ficou o caso do menino que perdeu os braços na guerra do Iraque?

Ali, o menino iraquiano de 12 anos que comoveu o mundo depois de ter perdido sua família e seus braços em um bombardeio contra Bagdá, pode ter a chance de viver no Canadá, onde um médico manifestou a vontade de adotá-lo.

As imagens do pequeno órfão, gritando de dor e coberto por queimaduras em 20% de seu corpo, circularam o mundo no início de abril e ele logo virou símbolo dos sofrimentos da população iraquiana.

Agora, Ali se recupera lentamente de seus ferimentos no hospital especializado em queimaduras de Al Babtain, no Kuait, onde já deixou a unidade de cuidados intensivos e caminha sem ajuda.

O menino muito em breve poderá viajar para o Canadá a convite do governo, indicou hoje o jornal "Toronto Star".

Adoção

Esta iniciativa partiu de um médico de emergência do hospital de Cambridge, a oeste de Toronto, o dr. Falath Hafuth, de origem iraquiana e pai de três filhos. Ele escreveu ao primeiro-ministro Jean Chrétien pedindo a repatriação do menino para o Canadá com a intenção de adotá-lo.

O médico contatou o hospital kuaitiano e estabeleceu contato com Ali, embora ainda não tenha falado de seus planos.

Hafuth, no entanto, não é o único a querer ajudar Ali. A Associação de Amputados (Limbless Association) do Reino Unido já entrou em contato com o menino, enquanto que a associação americana Global Medical se mobilizou para fazer com que Ali seja tratado em Los Angeles.

Mas Hafuth está determinado e já está tentando que Ali consiga o estatuto de refugiado no Canadá, o que lhe dará direito a estudar e receber assistência médica, além de poder pedir residência permanente no país.


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