Médicos recomendam que
recém-nascidos durmam de barriga para cima

Os
recém-nascidos devem dormir de barriga para cima, porque essa posição reduz
a possibilidade de os bebês padecerem de morte súbita. A recomendação foi
feita nesta quinta-feira, em Montevidéu, por médicos de um centro
latino-americano, que divulgaram os resultados de um estudo feito na maioria
dos países da região.
As
autoridades médicas "devem adotar uma conduta uniforme e explícita para
deitar os recém-nascidos de barriga para cima e recomendar essa prática aos
pais", assinala o trabalho feito pelo Centro Latino-americano de
Perinatologia e Desenvolvimento Humano (CLAP), com sede na capital uruguaia.
"As
recomendações dadas no hospital têm uma grande influência sobre a posição
que os pais adotam ao deitar seus filhos", o que acaba sendo "uma
intervenção singela, sem custos e efetiva que ajuda a reduzir os índices de
síndrome da morte súbita entre os lactantes", acrescenta o relatório.
O
trabalho é fruto de uma pesquisa feita há três anos em hospitais de Antigua
e Barbuda, Argentina, Barbados, Bahamas, Brasil, El Salvador, Guatemala,
Guiana, Jamaica, México, República Dominicana, San Vicente e Granadinas,
Santa Lúcia, Saint Kitts, Trinidade e Tobago e Uruguai.
Também destaca que desde que a Academia Americana de Pediatria impulsionou a
campanha "Bebês de barriga para cima" a incidência de morte súbita, chamada
também morte branca, diminuiu mais de 40 por cento nos Estados Unidos, o que
não aconteceu na América Latina e no Caribe.
A
pesquisa foi feita pelos médicos Maria Cafferata, Fernando Althabe, José
Belizán, do CLAP, e Stefany Cowan e E. Nelson, do Departamento de Pediatria
da Universidade de Hong Kong.
No
trabalho menciona-se que só em 15 por cento dos hospitais latino-americanos
é passada informação escrita sobre a correta posição dos recém-nascidos aos
pais.
O relatório assinala que na maioria dos centros médicos consultados as
enfermeiras colocavam os bebês para dormir de lado, posição que não é
recomendada porque aumentaria o risco de morte súbita uma vez que o lactante
tem mais probabilidades de girar e ficar de boca para baixo. |