Médico de Bagdá culpa Guerra do Golfo pelo nascimento de siameses
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Os gêmeos siameses de apenas 50 dias de vida, Hussein e Hassan Ahmed Ghazi, à direita e esquerda respectivamente, são os mais novos personagens envolvidos em toda essa discussão que antecede a uma nova investida militar dos Estados Unidos contra o Iraque.

Para o Dr. Hussain Malik, chefe de cirurgia pediátrica do Hospital Infantil de Saddam, em Bagdá, o novo caso de gêmeos siameses pode estar ligado à degradação ambiental causada pela Guerra do Golfo em 1991.

Oficiais iraquianos, além do impacto ambiental da guerra, atribuem esses e outros problemas de saúde ao impacto econômico das sanções impostas pelas Nações Unidas como punição ao Iraque pela invasão do Kuwait em 1990.
        

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Na foto acima, o cirurgião Dr. Hussein Malik examina os bebês, sendo observado pela avó, à esquerda, e pelo pai, Sr. Ahmed Malek, à direita. Ao final, ele disse que a condição das crianças permanece estável.

Malik confirma que o embargo, que já dura doze anos, sobre o Iraque, dificulta que o sistema de saúde local tenha condições de tratar casos como o desses gêmeos siameses.
    

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A avó e o pai dos siameses revezam-se na atenção às crianças, enquanto aguardam por ajuda internacional. Ahmed Ghazi é motorista de táxi, mas teve de abandonar o trabalho para dedicar-se ao ciodado dos filhos. Ele espera que instituições científicas e organizações internacionais de caridade possam ajudá-lo a resolver o problema dos filhos, Hassan e Hussien, que nasceram ligados pela pélvis dia 14 de Agosto, no Hospital Infantil de Saddam.
      

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Crianças que aguardavam por atendimento médico no Hospital Infantil de Bagdá, também se mostraram sensibilizadas com o caso dos siameses.
        

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Caso recente teve final feliz na Arábia

Dois gêmeos malasianos de quatro anos de idade, que também eram ligados pela pélvis, foram separados com sucesso depois de uma longa cirurgia de separação realizada em Riyadh. Uma equipe de especialistas sauditas gastou 21 horas para separar Ahmad e Mohammad.

O Dr. Abdalla al-Rabeea, chefe da equipe, já realizou com sucesso outras cinco cirurgias similares. Os garotos, que nasceram na Malásia, mudaram-se para a Arábia Saudita com seus pais (Rosli Rahim e Aisah Kanda) depois que foram apadrinhados pelo Príncipe Saudita Abdullah bin Abdul Aziz, que custeou o tratamento.

Para mais informações (em inglês), consulte o site: http://www.ngha.med.sa/malaytwin/main.htmln

Neste endereço, detalhes da recuperação dos meninos: http://www.ngha.med.sa/malaytwin/Progress
        

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